segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Sem Deixar Rasto
2:48 a.m. | Publicada por
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"De baixa estatura, forte, com a cabeça assente no corpo de forma estranha, olhos castanhos a brilhar com inteligência, ele era um céptico, um cínico e pessimista que adoptou uma visão sombria do futuro.
"Nós vamos todos sucumbir sem deixar rasto" era a sua expressão favorita."
Sergey Pavlovich Korolyov foi o génio por detrás do programa espacial Soviético. Preso durante seis anos nos Gulag e mais tarde aclamado como herói Soviético por feitos como o lançamento do Sputnik e por meter o primeiro homem a orbitar a Terra, Yuri Gagarin, o seu legado perdura ainda hoje.
Os foguetes R7 e Soyuz, de seu desenho, na década de 60, são ainda usados actualmente.
Este senhor foi Sergey Pavlovich Korolyov.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
The Bill Hicks Theory
2:51 a.m. | Publicada por
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The world is like a ride at an amusement park, and when you choose to go on it, you think it's real, because that's how powerful our minds are. And the ride goes up and down and round and round and it has thrills and chills and it's very brightly colored and it's very loud. And it's fun, for a while.
Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question: !Is this real? Or is this just a ride?" And other people have remembered, and they come back to us and they say 'Hey! Don't worry, don't be afraid - ever - because... this is just a ride.'
And we kill those people:
Shut him up! We have a lot invested in this ride! Shut him up! Look at my furrows of worry; look at my big bank account, and my family. This has to be real."
It's just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that - ever notice that? - and we let the demons run amok.
But it doesn't matter, because... it's just a ride, and we can change it any time we want. It's only a choice.
Acha o autor deste blog que isto até que faz o seu sentido.
Some people have been on the ride for a long time, and they begin to question: !Is this real? Or is this just a ride?" And other people have remembered, and they come back to us and they say 'Hey! Don't worry, don't be afraid - ever - because... this is just a ride.'
And we kill those people:
Shut him up! We have a lot invested in this ride! Shut him up! Look at my furrows of worry; look at my big bank account, and my family. This has to be real."
It's just a ride. But we always kill those good guys who try and tell us that - ever notice that? - and we let the demons run amok.
But it doesn't matter, because... it's just a ride, and we can change it any time we want. It's only a choice.
Acha o autor deste blog que isto até que faz o seu sentido.
segunda-feira, janeiro 28, 2008
3:37 a.m. | Publicada por
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Um dia, pode ser que imprima isto, dobre ao meio e dê a alguém.
Era capaz de ser bonito, fui eu que fiz e tudo.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Portanto:
4:01 a.m. | Publicada por
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Napoleão Bonaparte, Imperador Francês (1769 – 1821)
“Ele, que tem medo de ser conquistado, está certo da derrota.”
- Devia-me seguir por esta máxima eu.
“Ele, que tem medo de ser conquistado, está certo da derrota.”
- Devia-me seguir por esta máxima eu.
terça-feira, janeiro 22, 2008
AD TRIARIOS REDISSE
12:22 a.m. | Publicada por
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(Guess what? I'm not dead! - yet.)
AD TRIARIOS REDISSE, literalmente.
(Está escrito em maiusculas porque no latim não havia minusculas. Isso foi invenção do medievais. Isso e a pontuação. E os acêntos. E o 'U'. E o 'J'.
É fixe saber latim, podemos impressionar as pessoas e nem é preciso saber muito, porque ninguém sabe falar latim).
Mas não, não é nenhuma expressão roubada pela seita dos advogados, só para parecerem mais cool.
Mas foi usada por pessoas para descrever situações de desespero. Assim daquelas em que já não há mesmo volta a dar. Assim daquelas más. (Mesmo más). Que tem sido basicamente a minha à desde há uns tempos para cá. Mas agora tem uma diferença: Agora é sério.
Uma analogia:
Antes a situação era má porque, digamos, o meu carro podia deixar de andar.
Agora é má por o meu carro realmente deixou de andar.
Outra analogia:
Antes estavam-me a apontar uma arma.
Agora já a dispararam. (O projectil ainda não chegou mas está a caminho.)
Já deve chegar de analogias.
Outra coisa, isto de uma gajo escrever no blog, como já se sabe, é ciclico e o periodo e frequencia do ciclo são random. Um pouco como tudo na vida, no fundo, random.
O motivo de hoje, foi escrever um titulo em latim.
Isso e justificar letras do teclado que de outra forma nunca seriam usadas.
(Só mais uma coisa, dizeres-me que não sabes como é que eu sou melhor que tu e, no entanto, tu estás à minha frente, não ajuda. Agradeço o elogio, mas isso desmotiva mais do que motiva).
Mais uma vez, literalmente, AD TRIARIOS REDISSE.
A sério.
AD TRIARIOS REDISSE, literalmente.
(Está escrito em maiusculas porque no latim não havia minusculas. Isso foi invenção do medievais. Isso e a pontuação. E os acêntos. E o 'U'. E o 'J'.
É fixe saber latim, podemos impressionar as pessoas e nem é preciso saber muito, porque ninguém sabe falar latim).
Mas não, não é nenhuma expressão roubada pela seita dos advogados, só para parecerem mais cool.
Mas foi usada por pessoas para descrever situações de desespero. Assim daquelas em que já não há mesmo volta a dar. Assim daquelas más. (Mesmo más). Que tem sido basicamente a minha à desde há uns tempos para cá. Mas agora tem uma diferença: Agora é sério.
Uma analogia:
Antes a situação era má porque, digamos, o meu carro podia deixar de andar.
Agora é má por o meu carro realmente deixou de andar.
Outra analogia:
Antes estavam-me a apontar uma arma.
Agora já a dispararam. (O projectil ainda não chegou mas está a caminho.)
Já deve chegar de analogias.
Outra coisa, isto de uma gajo escrever no blog, como já se sabe, é ciclico e o periodo e frequencia do ciclo são random. Um pouco como tudo na vida, no fundo, random.
O motivo de hoje, foi escrever um titulo em latim.
Isso e justificar letras do teclado que de outra forma nunca seriam usadas.
(Só mais uma coisa, dizeres-me que não sabes como é que eu sou melhor que tu e, no entanto, tu estás à minha frente, não ajuda. Agradeço o elogio, mas isso desmotiva mais do que motiva).
Mais uma vez, literalmente, AD TRIARIOS REDISSE.
A sério.
quinta-feira, novembro 22, 2007
Uma cena à Closer.
12:24 a.m. | Publicada por
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Já lá vão uns tempos valentes até ao dia em que eu vi o Closer.
Na altura não gostei. E escrevi aqui porquê nestas palavras:
"Dizem-me por aí, "Closer, excelente filme". E, é verdade, é um excelente filme. E eu, gostei dele? Claro que não. E porquê? Tem demasiadas falsidades.
Então:
- Uma striper, que é atropelada à nossa frente, acaba a ter sexo connosco só porque a levamos para o hospital?
- Um gajo e uma gaja que acabam casados porque um terceiro gajo tentou lixar o primeiro, fazendo-se passar por ele num chat de sexo?
Isto para não estar aqui a relatar o filme todo.
Este tipo de coisas chateia-me. Ver coisas que podiam acontecer mas que, declaradamente, NUNCA aconteceriam na vida real...chateia-me.
Estas conjugações perfeitas de acontecimentos, na vida real, não acontecem e pronto. Chateia-me. É muito mais plausível de acontecer um gajo ficar retido numa cabine telefónica com outro gajo a apontar-lhe uma espingarda da janela de um prédio que os acontecimentos do Closer.
A única parte que não me chateia é a parte em que o gajo bonzinho é que acaba na merda. Isso sim, é muito like the real life."
Hoje em dia, já gosto mais do Closer. Às vezes um gajo engana-se.
Uma cena à Closer.
Na altura não gostei. E escrevi aqui porquê nestas palavras:
"Dizem-me por aí, "Closer, excelente filme". E, é verdade, é um excelente filme. E eu, gostei dele? Claro que não. E porquê? Tem demasiadas falsidades.
Então:
- Uma striper, que é atropelada à nossa frente, acaba a ter sexo connosco só porque a levamos para o hospital?
- Um gajo e uma gaja que acabam casados porque um terceiro gajo tentou lixar o primeiro, fazendo-se passar por ele num chat de sexo?
Isto para não estar aqui a relatar o filme todo.
Este tipo de coisas chateia-me. Ver coisas que podiam acontecer mas que, declaradamente, NUNCA aconteceriam na vida real...chateia-me.
Estas conjugações perfeitas de acontecimentos, na vida real, não acontecem e pronto. Chateia-me. É muito mais plausível de acontecer um gajo ficar retido numa cabine telefónica com outro gajo a apontar-lhe uma espingarda da janela de um prédio que os acontecimentos do Closer.
A única parte que não me chateia é a parte em que o gajo bonzinho é que acaba na merda. Isso sim, é muito like the real life."
Hoje em dia, já gosto mais do Closer. Às vezes um gajo engana-se.
Uma cena à Closer.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Breakfast !
8:19 a.m. | Publicada por
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Sou um gajo que valoriza o pequeno-almoço.
Nada a ver com as manias da sociedade actual da alimentação saudável.
Por acaso, até faço uma alimentação mais ou menos saudável, mas é apenas uma coincidência. Como o que gosto, que, por acaso, é considerado saudável.
Voltando ao pequeno-almoço, valorizo-o porque não me sinto bem sem ele. Sinto-me como um carro sem combustível. Daí ser uma coisa que eu como quase sempre.
Agora ando à uns tempos numa de fazer uma pequeno-almoço composto por chá, pão com manteiga e queijo, uma pêra e um cigarro. Tenho noção que isto é capaz de ser um bocado homossexual, um pequeno almoço à homem seria cerveja e tremoços.
Mas também já fiz pequenos almoços pouco ortodoxos... Baileys e amendoins, ou só Baileys por exemplo...
Bem agradavél. Deve fazer é um bocado de mal, se calhar.
Já tentei os cereais mas torna-se um pouco monótono.
Incluir o café no pequeno-almoço tem um efeito enérgico muito bom na minha pessoa mas o meu sistema não acha muita piada a café logo após acordar... é pena. I'm a coffee lover.
Bom e agora retiro-me para acabar o meu chá matinal. Um grande bem haja a todos vós.
Nada a ver com as manias da sociedade actual da alimentação saudável.
Por acaso, até faço uma alimentação mais ou menos saudável, mas é apenas uma coincidência. Como o que gosto, que, por acaso, é considerado saudável.
Voltando ao pequeno-almoço, valorizo-o porque não me sinto bem sem ele. Sinto-me como um carro sem combustível. Daí ser uma coisa que eu como quase sempre.
Agora ando à uns tempos numa de fazer uma pequeno-almoço composto por chá, pão com manteiga e queijo, uma pêra e um cigarro. Tenho noção que isto é capaz de ser um bocado homossexual, um pequeno almoço à homem seria cerveja e tremoços.
Mas também já fiz pequenos almoços pouco ortodoxos... Baileys e amendoins, ou só Baileys por exemplo...
Bem agradavél. Deve fazer é um bocado de mal, se calhar.
Já tentei os cereais mas torna-se um pouco monótono.
Incluir o café no pequeno-almoço tem um efeito enérgico muito bom na minha pessoa mas o meu sistema não acha muita piada a café logo após acordar... é pena. I'm a coffee lover.
Bom e agora retiro-me para acabar o meu chá matinal. Um grande bem haja a todos vós.
quinta-feira, novembro 15, 2007
Coisas sérias
7:30 p.m. | Publicada por
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O senhor que manda na Galp estava ontem, todo contente, a dar uma entrevista na televisão.
Não era razão para menos pois junto à apresentação de lucros crescentes (mais uma vez) havia a recente noticia da descoberta do poço de petróleo na costa do Brasil do qual a Galp possui 10%.
Significa isto que a Galp vai baixar os preços dos combustíveis? Não.
A descoberta do novo poço vai aumentar as reservas, logo vai haver mais disponibilidade, logo o preço do crude vai tender a baixar. Para não referir a vantagem da Galp ser dona de 10%. O que quer dizer que em cada 100 barris extraidos 10 pertencem à Galp só ao custo da produção.
Significa isto que a Galp vai baixar os preços dos combustíveis? Não.
Ao longo dos últimos tempos o preço do barril só mostra tendência a subir, apesar das esporádicas descidas. A Galp, no entanto, mostra apenas lucros crescentes nos últimos anos. Se os lucros são crescentes, então será que os aumentos dos combustíveis são só proporcionais ao aumento do preço do barril?
Será que estes lucros são explicados apenas pelo aumento da procura de produtos petrolíferos?
Neste momento arriscar-me-ia a dizer que, em Portugal, as principais gasolineiras (Galp, BP, Repsol) estão em posição de pedir o preço que bem entenderem pelos combustíveis.
Não era razão para menos pois junto à apresentação de lucros crescentes (mais uma vez) havia a recente noticia da descoberta do poço de petróleo na costa do Brasil do qual a Galp possui 10%.
Significa isto que a Galp vai baixar os preços dos combustíveis? Não.
A descoberta do novo poço vai aumentar as reservas, logo vai haver mais disponibilidade, logo o preço do crude vai tender a baixar. Para não referir a vantagem da Galp ser dona de 10%. O que quer dizer que em cada 100 barris extraidos 10 pertencem à Galp só ao custo da produção.
Significa isto que a Galp vai baixar os preços dos combustíveis? Não.
Ao longo dos últimos tempos o preço do barril só mostra tendência a subir, apesar das esporádicas descidas. A Galp, no entanto, mostra apenas lucros crescentes nos últimos anos. Se os lucros são crescentes, então será que os aumentos dos combustíveis são só proporcionais ao aumento do preço do barril?
Será que estes lucros são explicados apenas pelo aumento da procura de produtos petrolíferos?
Neste momento arriscar-me-ia a dizer que, em Portugal, as principais gasolineiras (Galp, BP, Repsol) estão em posição de pedir o preço que bem entenderem pelos combustíveis.
segunda-feira, novembro 12, 2007
A epifânia #3
3:02 a.m. | Publicada por
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Queria saber o porquê de tudo.
Não queria alterar a realidade.
Queria saber porquê, só.
Não queria alterar a realidade.
Queria saber porquê, só.
quinta-feira, novembro 08, 2007
Se eu fosse romântico, eu era assim.
12:23 a.m. | Publicada por
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Um dia, vou de carro ter contigo. Ou de mota. O que for mais romântico.
Qualquer dia vou ter contigo. Por muito longe que estejas. Se não tiver alternativa, ando até lá.
Um dia, dou-te a mão e digo-te que gosto de ti. Olho para ti e não digo nada.
Qualquer dia pego-te na mão e puxo-te para mim.
Um dia, beijo-te, sem motivo, no meio de uma conversa estúpida.
Qualquer dia, não me vou embora sem que me abraces.
Se eu fosse romântico, eu era assim.
Mas continuo a não acreditar no amor.
Qualquer dia vou ter contigo. Por muito longe que estejas. Se não tiver alternativa, ando até lá.
Um dia, dou-te a mão e digo-te que gosto de ti. Olho para ti e não digo nada.
Qualquer dia pego-te na mão e puxo-te para mim.
Um dia, beijo-te, sem motivo, no meio de uma conversa estúpida.
Qualquer dia, não me vou embora sem que me abraces.
Se eu fosse romântico, eu era assim.
Mas continuo a não acreditar no amor.
Estas Paredes
12:12 a.m. | Publicada por
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Deixa-me comer um rebuçado e olhar para a parede. "Comer".
Os meus rebuçados são mais de inalar.
Gosto de falar com as paredes. Elas não me respondem. Fica sempre a sensação que me percebem.
Pode ser que ela me responda desta vez. Mas não.
Eu sei que elas sabem. Elas viram.
Falar com as paredes é fixe. Escrever nelas também. Limpar já não tem tanta piada. Mas faz-se.
Confesso às paredes, só não solto o beijo.
Os meus rebuçados são mais de inalar.
Gosto de falar com as paredes. Elas não me respondem. Fica sempre a sensação que me percebem.
Pode ser que ela me responda desta vez. Mas não.
Eu sei que elas sabem. Elas viram.
Falar com as paredes é fixe. Escrever nelas também. Limpar já não tem tanta piada. Mas faz-se.
Confesso às paredes, só não solto o beijo.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Uma frase de alguém.
1:41 a.m. | Publicada por
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"Eu até gostaria de, mas ás vezes nego os meus sentimentos, é o que me faz sentir livre."
Uma frase de alguém.
Uma frase de alguém.
Inutilidades
12:54 a.m. | Publicada por
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Tem dias em que me sinto inútil. Nada daquelas coisas de ser inútil para a sociedade.
"Sociedade", lol, :care:. Estou-me marimbando para sociedade.
Não, tenho dias em que me sinto inútil para comigo. Algo como ser incapaz de fazer o que quero. Ou o que devia.
É difícil de explicar.
Como disse o outro:
"Sometime I fall
And I feel like
I don't know the way"
"Sociedade", lol, :care:. Estou-me marimbando para sociedade.
Não, tenho dias em que me sinto inútil para comigo. Algo como ser incapaz de fazer o que quero. Ou o que devia.
É difícil de explicar.
Como disse o outro:
"Sometime I fall
And I feel like
I don't know the way"
segunda-feira, outubro 29, 2007
A epifânia #2
12:15 a.m. | Publicada por
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"Gostava de lhe ter respondido a verdade, em vez de gaguejar palavras sem nexo. Nunca fiquei tão sem palavras. Penso muita vez como seria se eu tivesse dado a resposta certa. E qual seria resposta certa. Não sei.
Gostava que soubesses tudo o que penso. Não por ter expectativas que isso mudasse alguma coisa. Estou preso num mundo demasiado fechado para querer saber. Não me interessa o que pensas.
Só gostava que soubesses.
Só gostava de saber porquê. De ter uma explicação. Não a procuro, mas gostava que ela viesse ter comigo. "
Gostava que soubesses tudo o que penso. Não por ter expectativas que isso mudasse alguma coisa. Estou preso num mundo demasiado fechado para querer saber. Não me interessa o que pensas.
Só gostava que soubesses.
Só gostava de saber porquê. De ter uma explicação. Não a procuro, mas gostava que ela viesse ter comigo. "
sábado, outubro 27, 2007
A epifânia
2:59 a.m. | Publicada por
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"Gostava de lhe conseguir dizer "vai-te foder". Gostava de lhe conseguir dizer "desaparece e deixa de falar comigo". Assim, como está escrito, sem problemas, sem rodeios. Gostava de a largar. Com palavras duras que são as que melhor revelam o que se sente. Gostava de não gostar. Gostava mas não consigo.
Não lhe consigo dizer, directamente, estas palavras. Por isso, venho dize-las no meu blog. Coisa inútil. Faço-o porque não passo de um fraco cobarde escondido numa personalidade indiferente. Faço passar uma imagem diferente das coisas que realmente me afectam. A minha personalidade não combina comigo. Faz-me ignorar e descartar coisas que me queimam a mente. Faz-me ser uma pessoa diferente daquilo que realmente se passa no núcleo. Estou certo que perco muita coisa em ser assim. Já perdi. Já não me chateia. Vivo conformado com a situação. Apenas tenho momentos como este em que, olho para trás e sei que dava a alma para voltar e dizer as coisas de forma diferente. Gostava de lhe ter respondido a verdade, em vez de gaguejar palavras sem nexo.
Da ultima vez que deixei a personalidade de fora, escrevi um email.
Não sei, nem quero saber, se me valeu de alguma coisa. Não me interessa.
Sei que tive um puro momento de descargo de consciência. Não pedi desculpa de nada. Não me justifiquei de nada. Não o fazia outra vez, mas não me arrependo.
Esse email valeu-me um mundo.
Eu gosto muito de acreditar que não preciso de ninguém. Mas há pessoas das quais eu preciso. Nunca o vou admitir. Não me importa se elas sabem ou não, se lhes faz diferença ou não.
Sei que provavelmente as vou perder devido a asneiras que vou fazer.
É inevitável. Eu sou assim.
De tempos a tempos, tenho momentos destes, em que perco a personalidade e penso nas coisas como de facto elas são. Inúteis momentos."
Não lhe consigo dizer, directamente, estas palavras. Por isso, venho dize-las no meu blog. Coisa inútil. Faço-o porque não passo de um fraco cobarde escondido numa personalidade indiferente. Faço passar uma imagem diferente das coisas que realmente me afectam. A minha personalidade não combina comigo. Faz-me ignorar e descartar coisas que me queimam a mente. Faz-me ser uma pessoa diferente daquilo que realmente se passa no núcleo. Estou certo que perco muita coisa em ser assim. Já perdi. Já não me chateia. Vivo conformado com a situação. Apenas tenho momentos como este em que, olho para trás e sei que dava a alma para voltar e dizer as coisas de forma diferente. Gostava de lhe ter respondido a verdade, em vez de gaguejar palavras sem nexo.
Da ultima vez que deixei a personalidade de fora, escrevi um email.
Não sei, nem quero saber, se me valeu de alguma coisa. Não me interessa.
Sei que tive um puro momento de descargo de consciência. Não pedi desculpa de nada. Não me justifiquei de nada. Não o fazia outra vez, mas não me arrependo.
Esse email valeu-me um mundo.
Eu gosto muito de acreditar que não preciso de ninguém. Mas há pessoas das quais eu preciso. Nunca o vou admitir. Não me importa se elas sabem ou não, se lhes faz diferença ou não.
Sei que provavelmente as vou perder devido a asneiras que vou fazer.
É inevitável. Eu sou assim.
De tempos a tempos, tenho momentos destes, em que perco a personalidade e penso nas coisas como de facto elas são. Inúteis momentos."
quinta-feira, outubro 25, 2007
Os carros
3:14 a.m. | Publicada por
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Já tentei muitas vezes explicar o motivo porque gosto de carros. Muitas vezes não consegui.
Provavelmente, meio mundo gosta de carros. Homens então, devem ser quase todos.
Mas acho que o meu motivo é diferente, eu não me apaixono pelo carro como um todo.
Não sinto paixão pelo carro mas antes pela engenheira nele envolvida.
Gosto das partes moveis. Gosto de me lembrar de como tudo gira a uma velocidade enorme e, ainda assim, tudo se move em sintonia. Das forças envolvidas como a da maxila no disco, a quando de uma travagem.
Soa a algo banal e até insignificante, mas eu gosto de como tudo se move em harmonia. Toda a peça, por mais pequena que seja, a fazer o seu papel. Quase que posso fazer uma frase poética e dizer que gosto de ver que um motor continua a trabalhar minuto após minuto...
Gosto do barulho. Não porque é alto ou baixo ou agressivo ou suave. Gosto porque consigo ouvi-lo a falar comigo. A dizer-me se está a trabalhar bem ou mal.
Não gosto de carros como um todo. Não gosto carros por fora. Não me diz nada.
Gosto do que está escondido, das coisas em que "ninguém" pensa. Gosto de tudo o que está entre o pedal e as rodas, que é o que realmente faz com que ele se mexa. Como já disse, gosto da engenheira neles envolvida.
Nota final: Da forma como está escrito, isto parece uma visão muito platónica e apaixonada da coisa. Mas não é. De facto, eu não consigo entender as pessoas que desenvolvem amores platónicos pelos carros. Gosto deles, mas não é nenhum amor incondicional.
Provavelmente, meio mundo gosta de carros. Homens então, devem ser quase todos.
Mas acho que o meu motivo é diferente, eu não me apaixono pelo carro como um todo.
Não sinto paixão pelo carro mas antes pela engenheira nele envolvida.
Gosto das partes moveis. Gosto de me lembrar de como tudo gira a uma velocidade enorme e, ainda assim, tudo se move em sintonia. Das forças envolvidas como a da maxila no disco, a quando de uma travagem.
Soa a algo banal e até insignificante, mas eu gosto de como tudo se move em harmonia. Toda a peça, por mais pequena que seja, a fazer o seu papel. Quase que posso fazer uma frase poética e dizer que gosto de ver que um motor continua a trabalhar minuto após minuto...
Gosto do barulho. Não porque é alto ou baixo ou agressivo ou suave. Gosto porque consigo ouvi-lo a falar comigo. A dizer-me se está a trabalhar bem ou mal.
Não gosto de carros como um todo. Não gosto carros por fora. Não me diz nada.
Gosto do que está escondido, das coisas em que "ninguém" pensa. Gosto de tudo o que está entre o pedal e as rodas, que é o que realmente faz com que ele se mexa. Como já disse, gosto da engenheira neles envolvida.
Nota final: Da forma como está escrito, isto parece uma visão muito platónica e apaixonada da coisa. Mas não é. De facto, eu não consigo entender as pessoas que desenvolvem amores platónicos pelos carros. Gosto deles, mas não é nenhum amor incondicional.
sábado, outubro 20, 2007
Noutro dia...
2:45 a.m. | Publicada por
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Noutro dia, estava eu a dormir quando toca o despertador.
Diz o senhor da rádio que está um temporal imenso por todo o país.
Chuva, vento, inundações, coisa digna de um fim de mundo.
Saio da cama, abro a persiana e denoto que sol raia pelo quarto e os passarinhos voam pela rua em ambiente primaveril de contos de fadas.
Minutos mais tarde, m.v. toca à campainha.
Vou à varanda e conto a história do temporal vs sol, acrescentando no fim o habitual "Desço já".
Ao ouvir a história m.v. exclama entre risos, ainda que sarcasticamente, "Grande vida a nossa an!"
Desço e sigo no carro com m.v. para apanhar o barco.
Pelo o caminho sucedem-se piadas sobre o mau tempo que não vemos, acompanhadas de gargalhadas de quem vive as tais "grandes vidas".
Gargalhadas que disfarçam e camuflam as coisas que me faltam, que eu sinto falta.
Estou certo que, pelo menos algumas, de m.v. têm o mesmo propósito.
É um gajo que me compreende. Tarefa complicada.
Grandes vidas as nossas?
Diz o senhor da rádio que está um temporal imenso por todo o país.
Chuva, vento, inundações, coisa digna de um fim de mundo.
Saio da cama, abro a persiana e denoto que sol raia pelo quarto e os passarinhos voam pela rua em ambiente primaveril de contos de fadas.
Minutos mais tarde, m.v. toca à campainha.
Vou à varanda e conto a história do temporal vs sol, acrescentando no fim o habitual "Desço já".
Ao ouvir a história m.v. exclama entre risos, ainda que sarcasticamente, "Grande vida a nossa an!"
Desço e sigo no carro com m.v. para apanhar o barco.
Pelo o caminho sucedem-se piadas sobre o mau tempo que não vemos, acompanhadas de gargalhadas de quem vive as tais "grandes vidas".
Gargalhadas que disfarçam e camuflam as coisas que me faltam, que eu sinto falta.
Estou certo que, pelo menos algumas, de m.v. têm o mesmo propósito.
É um gajo que me compreende. Tarefa complicada.
Grandes vidas as nossas?
terça-feira, outubro 02, 2007
12:18 a.m. | Publicada por
Dvd. |
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"Elogios não me elevam, críticas não me afectam, sou o que sou e não o que acham"
Esta frase é uma merda tão estúpida que eu vou me dar ao trabalho de a repartir em três partes e explicar o porque.
Parte 1
"Elogios não me elevam"
Ninguém é imune a elogios. As pessoas podem ligar mais ou menos a elogios, mas toda a gente gosta de ouvir uma "palavra bonita" de vez em quando, mesmo que aparente ignorar, como é o meu caso. Se uma pessoa é elogiada por ter cumprido determinada tarefa, é óbvio que esse elogio vai contribuir para a confiança na execução da mesma, caso ela aconteça mais vezes, logo um elogio eleva.
(Ainda assim, continuo fiel à frase "when you do things right, people won't be sure if you've done anything at all", mas isso é outra história.)
Parte 2
"críticas não me afectam"
É claro que afectam. As criticas, desde que construtivas e fundamentadas afectam qualquer um.
É através das críticas que um pessoa evolui para algo diferente, por vezes melhor. Se não existissem críticas, tudo no mundo era considerado perfeito, logo não havia evolução. Como há evolução, logo, as críticas afectam.
Parte 3
"sou o que sou e não o que acham"
Uma pessoa é o que é, com certeza. Só que por muito que a imagem que uma pessoa tem dela própria seja fruto da sua avaliação, esta avaliação depende sempre das pessoas que as rodeiam.
Se uma alguém vivesse isolado do resto das outras pessoas, seria impossível esse alguém desenvolver uma imagem de si próprio porque não teria termo de comparação.
Por outro lado, uma pessoa acaba sempre por ser um pouco do que os outros acham. Mais não seja pelo facto de vivermos em sociedade e de em muitas situações ser a imagem que os outros têm de nós que prevalece.
Sendo assim, e mesmo após estes argumentos, ainda digo que mesmo que uma pessoa fosse literalmente o que era e não que achassem, ao conviver com outras pessoas ia estar sempre sujeita à imagem que elas tinham dela. Logo, a frase cai em contradição, logo está errada.
Esta frase é uma merda tão estúpida que eu vou me dar ao trabalho de a repartir em três partes e explicar o porque.
Parte 1
"Elogios não me elevam"
Ninguém é imune a elogios. As pessoas podem ligar mais ou menos a elogios, mas toda a gente gosta de ouvir uma "palavra bonita" de vez em quando, mesmo que aparente ignorar, como é o meu caso. Se uma pessoa é elogiada por ter cumprido determinada tarefa, é óbvio que esse elogio vai contribuir para a confiança na execução da mesma, caso ela aconteça mais vezes, logo um elogio eleva.
(Ainda assim, continuo fiel à frase "when you do things right, people won't be sure if you've done anything at all", mas isso é outra história.)
Parte 2
"críticas não me afectam"
É claro que afectam. As criticas, desde que construtivas e fundamentadas afectam qualquer um.
É através das críticas que um pessoa evolui para algo diferente, por vezes melhor. Se não existissem críticas, tudo no mundo era considerado perfeito, logo não havia evolução. Como há evolução, logo, as críticas afectam.
Parte 3
"sou o que sou e não o que acham"
Uma pessoa é o que é, com certeza. Só que por muito que a imagem que uma pessoa tem dela própria seja fruto da sua avaliação, esta avaliação depende sempre das pessoas que as rodeiam.
Se uma alguém vivesse isolado do resto das outras pessoas, seria impossível esse alguém desenvolver uma imagem de si próprio porque não teria termo de comparação.
Por outro lado, uma pessoa acaba sempre por ser um pouco do que os outros acham. Mais não seja pelo facto de vivermos em sociedade e de em muitas situações ser a imagem que os outros têm de nós que prevalece.
Sendo assim, e mesmo após estes argumentos, ainda digo que mesmo que uma pessoa fosse literalmente o que era e não que achassem, ao conviver com outras pessoas ia estar sempre sujeita à imagem que elas tinham dela. Logo, a frase cai em contradição, logo está errada.
quarta-feira, setembro 26, 2007
2:29 a.m. | Publicada por
Dvd. |
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Sou um gajo estranho, de vez em quanto tenho que vir aqui gastar as teclas. Tanto que da fraternidade blogueira que se criou certo dia na onda do "já que tu fizeste eu também vou fazer", eu sou o único que resta. Eu e o outro gajo.
Por estes dias, já a tortura começou outra vez. Eu até gosto daquilo, dá para fazer exercício físico e depois fumar. Às vezes até vou a umas salas que há lá com muitas cadeiras onde às vezes está um gajo em pé a falar de coisas estranhas e a usar repetidamente a palavra "trivial".
É bom para passar o tempo, vendo a coisa pelo lado bom.
Passar o tempo é uma coisa que gosto de fazer. Faço-o a odiar pessoas que não gosto, a dormir, a pensar na crise do médio oriente e até na questão isrealo-árabe.
Nesta altura, os 3 a 4 leitores deste texto já devem ter reparado que eu sou um gajo muito revoltado e que o que eu digo não interessa. De facto, estão correctos.
Provavelmente não devia perder tempo a escrever aqui.
Mas o que não é, nem sempre não tem de ser, e o que é, nem sempre tem de ser. Na maior parte das vezes, aliás.
De maneira que de vez em quando lá tenho que vir aqui justificar teclas que outra forma raramente seriam usadas.
Por estes dias, já a tortura começou outra vez. Eu até gosto daquilo, dá para fazer exercício físico e depois fumar. Às vezes até vou a umas salas que há lá com muitas cadeiras onde às vezes está um gajo em pé a falar de coisas estranhas e a usar repetidamente a palavra "trivial".
É bom para passar o tempo, vendo a coisa pelo lado bom.
Passar o tempo é uma coisa que gosto de fazer. Faço-o a odiar pessoas que não gosto, a dormir, a pensar na crise do médio oriente e até na questão isrealo-árabe.
Nesta altura, os 3 a 4 leitores deste texto já devem ter reparado que eu sou um gajo muito revoltado e que o que eu digo não interessa. De facto, estão correctos.
Provavelmente não devia perder tempo a escrever aqui.
Mas o que não é, nem sempre não tem de ser, e o que é, nem sempre tem de ser. Na maior parte das vezes, aliás.
De maneira que de vez em quando lá tenho que vir aqui justificar teclas que outra forma raramente seriam usadas.
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